Brasilidade encanta quem visita o Brasil
Não, Fausto, não é guia de turismo ou coisa parecida. Na verdade, essa prática começou pelo caminho inverso quando ele dava aulas de inglês em seu apartamento em Santa Tereza (RJ) para executivos da Petrobrás. O sucesso de suas aulas foi tamanho, que foi convidado pela empresa a dar aulas de português para seus executivos, que vinham de outros países, morar no Rio de Janeiro e queriam aprender algo mais do que apenas o idioma. Foi então que surgiu o curso de transculturalização que ensina o "Brasil way of life", no qual expatriados aprendem não só o português, mas também os hábitos de quem mora por aqui.

Durante o curso, Faust mostra que não é tão perigoso sair à noite em cidades como Rio e São Paulo, basta ir a lugares com estacionamento, explica. Ele leva os estrangeiros para uma aula de samba na Lapa, ensina onde encontrar a melhor caipirinha, a cumprimentar as pessoas com "beijinhos" e "tapinha nas costas". Muitos estrangeiros se sentem invadidos ao receber um ou dois 'beijinhos'. Leva as crianças aos estádios de futebol e as mulheres aos centros populares para as famigeradas comprinhas.

Faust conta que essas aulas são pura diversão, mas que os expatriados estranham muitos dos nossos hábitos. Outro dia, conta, uma aluna nossa chegou indignada dizendo que agora entendeu porque o Brasileiro faz fila tão coladinho um no outro. É pra não perder a vez, disse ela. A mulher contou que estava na fila de uma lanchonete dando o espaço usual de um braço da pessoa da frente e que de repente chega um homem e entra na frente dela, assim, sem pedir licença. Um outro aluno, conta, disse que depois de passar por alguns constrangimentos aprendeu que não se chega pontualmente na casa das pessoas. Diz o aluno que já teve vez em que chegou na casa de um amigo para uma festa e ninguém tinha tomado banho ainda pra se arrumar. Outro aluno conta que aprendeu que carioca não convida as pessoas pra um jantar em casa, ele gosta de se encontrar com os amigos na rua e que quando alguém diz "passa lá em casa" ou "a gente se encontra no sábado" na verdade não significa mesmo que é pra passar ou encontrar. Ele conta que no início ficava muito chateado, mas que agora aprendeu.
" />
Não, Fausto, não é guia de turismo ou coisa parecida. Na verdade, essa prática começou pelo caminho inverso quando ele dava aulas de inglês em seu apartamento em Santa Tereza (RJ) para executivos da Petrobrás. O sucesso de suas aulas foi tamanho, que foi convidado pela empresa a dar aulas de português para seus executivos, que vinham de outros países, morar no Rio de Janeiro e queriam aprender algo mais do que apenas o idioma. Foi então que surgiu o curso de transculturalização que ensina o "Brasil way of life", no qual expatriados aprendem não só o português, mas também os hábitos de quem mora por aqui.

Durante o curso, Faust mostra que não é tão perigoso sair à noite em cidades como Rio e São Paulo, basta ir a lugares com estacionamento, explica. Ele leva os estrangeiros para uma aula de samba na Lapa, ensina onde encontrar a melhor caipirinha, a cumprimentar as pessoas com "beijinhos" e "tapinha nas costas". Muitos estrangeiros se sentem invadidos ao receber um ou dois 'beijinhos'. Leva as crianças aos estádios de futebol e as mulheres aos centros populares para as famigeradas comprinhas.

Faust conta que essas aulas são pura diversão, mas que os expatriados estranham muitos dos nossos hábitos. Outro dia, conta, uma aluna nossa chegou indignada dizendo que agora entendeu porque o Brasileiro faz fila tão coladinho um no outro. É pra não perder a vez, disse ela. A mulher contou que estava na fila de uma lanchonete dando o espaço usual de um braço da pessoa da frente e que de repente chega um homem e entra na frente dela, assim, sem pedir licença. Um outro aluno, conta, disse que depois de passar por alguns constrangimentos aprendeu que não se chega pontualmente na casa das pessoas. Diz o aluno que já teve vez em que chegou na casa de um amigo para uma festa e ninguém tinha tomado banho ainda pra se arrumar. Outro aluno conta que aprendeu que carioca não convida as pessoas pra um jantar em casa, ele gosta de se encontrar com os amigos na rua e que quando alguém diz "passa lá em casa" ou "a gente se encontra no sábado" na verdade não significa mesmo que é pra passar ou encontrar. Ele conta que no início ficava muito chateado, mas que agora aprendeu.
"/>

notícias
 
Brasilidade encanta quem visita o Brasil

Jeitinho brasileiro encanta quem visita o Brasil

Dar beijinhos no rosto, paquerar, chegar atrasado nos compromissos, escolher a sua tribo (seja na praia, no clube, no parque), fazer compras em mercados populares (Saara, 25 de Março), assistir aos clássicos do futebol nos estádios e sair para a 'balada', são algumas das coisas que muitos brasileiros fazem. E esses hábitos, muitas vezes, não tão convencionais, encantam os estrangeiros. Para ensinar esse "Jeitinho brasileiro" aos gringos, Faust Maurer criou o curso de transculturalização.

Não, Fausto, não é guia de turismo ou coisa parecida. Na verdade, essa prática começou pelo caminho inverso quando ele dava aulas de inglês em seu apartamento em Santa Tereza (RJ) para executivos da Petrobrás. O sucesso de suas aulas foi tamanho, que foi convidado pela empresa a dar aulas de português para seus executivos, que vinham de outros países, morar no Rio de Janeiro e queriam aprender algo mais do que apenas o idioma. Foi então que surgiu o curso de transculturalização que ensina o "Brasil way of life", no qual expatriados aprendem não só o português, mas também os hábitos de quem mora por aqui.

Durante o curso, Faust mostra que não é tão perigoso sair à noite em cidades como Rio e São Paulo, basta ir a lugares com estacionamento, explica. Ele leva os estrangeiros para uma aula de samba na Lapa, ensina onde encontrar a melhor caipirinha, a cumprimentar as pessoas com "beijinhos" e "tapinha nas costas". Muitos estrangeiros se sentem invadidos ao receber um ou dois 'beijinhos'. Leva as crianças aos estádios de futebol e as mulheres aos centros populares para as famigeradas comprinhas.

Faust conta que essas aulas são pura diversão, mas que os expatriados estranham muitos dos nossos hábitos. Outro dia, conta, uma aluna nossa chegou indignada dizendo que agora entendeu porque o Brasileiro faz fila tão coladinho um no outro. É pra não perder a vez, disse ela. A mulher contou que estava na fila de uma lanchonete dando o espaço usual de um braço da pessoa da frente e que de repente chega um homem e entra na frente dela, assim, sem pedir licença. Um outro aluno, conta, disse que depois de passar por alguns constrangimentos aprendeu que não se chega pontualmente na casa das pessoas. Diz o aluno que já teve vez em que chegou na casa de um amigo para uma festa e ninguém tinha tomado banho ainda pra se arrumar. Outro aluno conta que aprendeu que carioca não convida as pessoas pra um jantar em casa, ele gosta de se encontrar com os amigos na rua e que quando alguém diz "passa lá em casa" ou "a gente se encontra no sábado" na verdade não significa mesmo que é pra passar ou encontrar. Ele conta que no início ficava muito chateado, mas que agora aprendeu.


Fonte: Prima Press
 
 



Voltar




 
Leblon | Rio de Janeiro | RJ | Tel 21 2219.4380